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Os Estados Unidos reduziram as taxas de juros, consolidando as projeções do mercado de um segundo corte nas taxas americanas. Enquanto isso, no Brasil, a política monetária do Banco Central (BC) adota uma postura oposta de elevar a taxa Selic
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) aumentou os juros em 0,5 ponto, levando a Selic a 11,25% ao ano. Enquanto isso, o Federal Reserve (Fed) cortou suas taxas de juros em 0,25, chegando à faixa de 4,5% e 4,75% ao ano
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Lívio Ribeiro, pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e sócio da BRCG Consultoria, explica que decisões de juros dos Estados Unidos e Brasil apontam momentos diferentes do cenário doméstico de ambos
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Apesar de poder ser utilizado como referência no mundo, os juros dos EUA não definem um norte para economia mundial no curto prazo. O cenário entre os países de problemas de demanda e gastos são parecidos, tirando a inflação, que caí nos EUA, dando conforto para o Fed fazer esse ajuste
Lívio Ribeiro, pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e sócio da BRCG Consultoria
Segundo Ribeiro, a reversão da postura do BC de subir a Selic após um ciclo de afrouxamento acontece com uma mudança na percepção da possibilidade de controle inflacionário com taxas de juros mais baixas
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A adoção de postura mais rígida vem em um momento em que o controle fiscal e gastos do governo federal entram no radar de preocupação do mercado
José Cruz/Agência Brasil
Rodolfo Olivo, professor da FIA Business School, atribui a preocupação com a condução da política fiscal como o principal motivo para esse aumento inflacionário no Brasil
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Alexandre Espírito Santo, coordenador de economia e finanças da ESPM e economista da Way Investimentos, destaca que a falta de sincronia entre as taxas de juros nos Estados Unidos e brasileira são puramente coincidência e não estão correlacionadas
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“A inflação dos Estados Unidos mostra sinais de desaceleração, dando ao Fed a possibilidade de adotar uma postura mais flexível, uma vez que o aumento de preços está mais próximo da meta inflacionária estabelecida”, diz
REUTERS/Dado Ruvic