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Manoel Carlos, que morreu aos 92 anos em 10 de janeiro, foi um dos principais nomes da teledramaturgia brasileira. Também conhecido como Maneco, o autor, diretor e produtor ganhou ascensão na década de 1990
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Apesar de ser natural de São Paulo, o dramaturgo se notabilizou por enredos que, na maioria das vezes, retratavam a burguesia carioca, com foco no Leblon, bairro de classe alta na zona sul do Rio de Janeiro
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O autor estava afastado da TV desde que colocou no ar a trama de “Em Família”, em 2014, e foi diagnosticado com Parkinson há cerca de seis anos. Para preservar sua obra, Maneco incumbiu a própria filha, Júlia Almeida, 41, para cuidar de seu legado
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Júlia assumiu a direção da produtora Boa Palavra, criada por ele e a esposa, Elisabety, em 2005. Como projeto de estreia, foi lançado o documentário “O Leblon de Manoel de Carlos”, a partir das simbologias que integraram o universo do autor e seu olhar sobre as relações humanas
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Relembre a carreira e o estilo de Manoel Carlos Um dos pioneiros da televisão brasileira, Manoel começou a carreira ainda na década de 1950, quando integrou o Grande Teatro Tupi, da extinta TV Tupi, ao lado de nomes como Fernanda Montenegro, Ítalo Rossi e Natália Timberg
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Em 1952, o autor escreveu sua primeira telenovela, intitulada de “Helena”, que foi ao ar na TV Paulista. A obra era uma adaptação do romance homônimo de Machado de Assis. Depois, ele engatou “Nick Chuck” e “Iaiá Garcia” na mesma emissora
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Na Globo, seu primeiro folhetim foi “Maria, Maria”, em 1978, seguido de “A Sucessora”. Em 1981, estreou no horário nobre com “Baila Comigo”, apresentando ao público sua primeira protagonista Helena, vivida pela atriz Lilian Lemmertz. O papel tornou-se marca registrada do autor
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Um ano depois, em 1982, Maneco deixou a emissora carioca e, na Rede Manchete, escreveu duas produções: a minissérie “Viver a Vida” (1984) e o seriado “Joana” (1985). Já na Band, ele ainda produziu “O Cometa” (1986)
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De volta à TV Globo, o autor emplacou uma sequência de sucessos, como “Felicidade” (1991), “História de Amor” (1995), “Por Amor”, (1997), “Laços de Família” (2000), “Mulheres Apaixonadas” (2003), “Páginas da Vida” (2006), “Viver a Vida” (2009) e “Em Família” (2014)
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Sua carreira ainda inclui seriados e minisséries como “Presença de Anita” (2001) e “Maysa - Quando Fala o Coração” (2009)". O trabalho mais recente foi a supervisão de texto na série “Não se Apega, Não” (2015), exibida no "Fantástico"
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