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Logo antes do regime dos aiatolás, o Irã foi comandado por xás (governantes monárquicos). Mohammad Reza Pahlavi foi o último Xá do Irã, tendo governado entre 1941 e 1979
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Em 1953, em meio à Guerra Fria, os EUA ajudaram a dar um golpe para derrubar o então primeiro-ministro iraniano, Mohammad Mossadegh. Ele havia prometido nacionalizar os campos de petróleo, medida entendida como vitória para a União Soviética
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Então, a CIA, a agência de inteligência americana, e o Serviço Secreto de Inteligência Britânico ajudaram a organizar as forças favoráveis ao xá Pahlavi e grandes protestos contra Mossadegh, que logo tiveram adesão do Exército
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Em agosto de 1953, Pahlavi tentou demitir Mossadegh, o que fez com que multidões de seguidores do premiê tomassem as ruas. Porém, em poucos dias os oponentes do primeiro-ministro derrubaram seu governo. Com tudo isso, os EUA reforçaram seu apoio ao xá
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Revolução Islâmica de 1979 No final da década de 1970, milhões de iranianos foram às ruas contra o regime de Mohammad Reza Pahlavi. Manifestantes seculares se opuseram ao seu autoritarismo, enquanto manifestantes islâmicos criticavam sua agenda de modernização
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Segundo análise de Paul Taylor à agência Reuters, a revolta de 1978-1979 foi estruturada por uma potente combinação de lideranças internas e externas, utilizando mesquitas e fitas cassete para disseminar os sermões anti-Xá do aiatolá Ruhollah Khomeini, que estava exilado
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Um fator-chave foi a declaração de neutralidade dos militares, o que levou ao sucesso da revolução. Com isso, em 12 de janeiro de 1979, Ruhollah Khomeini forma um Conselho Revolucionário para supervisionar a saída do Xá e a transição para um novo governo
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Quatro dias depois, em 16 de janeiro, o xá Mohammad Reza Pahlavi e sua esposa, a imperatriz Farah Pahlavi, deixaram Teerã para Aswan, no Egito. Um pouco depois, em 1° de fevereiro de 1979, o aiatolá Ruhollah Khomeini retornou a Teerã após 15 anos de exílio
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Com a renúncia de Shahpur Bakhtiar, então primeiro-ministro do país, em 30 de março, um referendo foi realizado. Aproximadamente 99% dos eleitores apoiaram a formação de uma República Islâmica
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O aiatolá Ruhollah Khomeini comandou o Irã até a morte, em junho de 1989. Em seguida, Ali Khamenei foi nomeado líder supremo do país, posto que ocupa até hoje. Ele é a autoridade máxima do Irã, sendo considerado o chefe de Estado, líder religioso, político e militar
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