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A maior metanálise já feita sobre diferenças na depressão entre os sexos, conduzida por pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, concluiu que as mulheres carregam uma carga genética mais significativa para o Transtorno Depressivo Maior (TDM) do que homens
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A pesquisa também identificou, pela primeira vez, uma variante genética associada à depressão exclusivamente em homens, localizada no cromossomo X, fornecido pela mulher no momento da concepção
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Os autores observaram que as variantes que influenciam o TDM no sexo masculino são um subconjunto daquelas encontradas em mulheres, e que o sexo feminino apresenta uma sobreposição genética maior entre depressão e características como obesidade e síndrome metabólica
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O estudo reforça a importância de análises estratificadas por sexo e sugere que abordagens clínicas futuras, incluindo novos tratamentos, poderão se beneficiar de estratégias que considerem diferenças genéticas específicas entre homens e mulheres
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“De forma geral, o estudo confirma que a depressão tem uma influência genética”, afirma o psiquiatra Ricardo Jonathan Feldman, do Einstein Hospital Israelita. “E é poligênica: vários genes podem contribuir para maior ou menor risco de desenvolver o transtorno”
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Mas a genética não determina, sozinha, se uma pessoa terá depressão. “São vários motivos: além da questão genética apontada pelo estudo, há fatores ambientais, como violência, traumas, desigualdades sociais e salariais, a sobrecarga cotidiana e influências hormonais”, diz Feldman
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Embora possa oferecer novos alvos de tratamento, a pesquisa possui algumas limitações, como o desequilíbrio amostral entre homens e mulheres, o foco exclusivo em pessoas de ancestralidade europeia e a ausência de procedimentos de controle de qualidade específicos por sexo
ZHANNA TIKHONOVA Tt/Pexes