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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode não seguir uma única trajetória de desenvolvimento. Há pelo menos dois caminhos distintos: um que se manifesta já na primeira infância e outro que só começa a se diferenciar na adolescência
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Cada um deles está ligado a um conjunto próprio de variantes genéticas comuns, segundo um estudo publicado na Nature
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A pesquisa acompanhou crianças e adolescentes por vários anos e encontrou indícios de que esses dois caminhos — o que emerge mais cedo e o que se torna evidente mais tarde — também se refletem na genética
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Os pesquisadores observaram que parte das variantes comuns se agrupa em um fator ligado a sinais já na primeira infância, enquanto outro grupo de variantes se associa a dificuldades que surgem ou se intensificam na adolescência, com maior relação ao TDAH e a outras condições
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"Ajuda a explicar por que muitos casos só são reconhecidos na adolescência ou na vida adulta e reforça a necessidade de estratégias individualizadas de diagnóstico e cuidado”, afirma a bióloga Andréa Laurato Sertié
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O artigo descreve a trajetória associada ao diagnóstico tardio com menores dificuldades na primeira infância, mas a hipótese central é de que ela não representa só uma versão mais branda, mas um percurso de desenvolvimento diferente, associado a perfis poligênicos distintos
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Ao mostrar que combinações de variantes genéticas influenciam o momento em que as dificuldades começam a aparecer, os autores indicam que o diagnóstico tardio não é só por sinais discretos na infância ou por falhas de detecção, mas por trajetórias de desenvolvimento distintas
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Os pesquisadores agora pretendem investigar como esses fatores poligênicos se conectam a mecanismos biológicos específicos — como conectividade neural e desenvolvimento sináptico — e avaliar se outros subtipos podem ser identificados
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A expectativa é de que esse conhecimento permita classificações mais precisas dentro do espectro e ajude a orientar intervenções individualizadas ao longo da vida
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