Carlos Eduardo Joos/Wikimedia Commons
Pesquisadores de um projeto interdisciplinar da Universidade de Brasília têm investigado uma terapia contra o Alzheimer a partir do uso de duas moléculas inspiradas no veneno do marimbondo-estrela (Polybia occidentalis), um tipo de vespa brasileira
ViniSouza128/GettyImages
Em estudo publicado na revista Proteins, as substâncias octovespin e fraternina-10 demonstraram capacidade de interferir na formação das placas de proteína beta-amiloide no cérebro
Milad Fakurian/Unsplash
Quando em excesso, elas se acumulam entre os neurônios, causando inflamação e interrompendo a comunicação dessas células. Em longo prazo, isso leva à morte neural e ao declínio cognitivo, o Alzheimer
Matthias Zomer/Pexels
Desfazer essas formações tóxicas, por meio das chamadas terapias antiamiloides, poderia ser um caminho promissor. E é justamente para onde cientistas de vários países têm olhado
Kampus Production/Pexels
A investigação com peptídeos derivados de marimbondos já dura 25 anos e começou com a neurocientista Márcia Mortari, do Instituto de Biologia da UnB
Bernard DUPONT/Flickr
Ela observou que a picada desses insetos era capaz de paralisar pequenas presas, indicando que o veneno continha substâncias ativas no sistema nervoso
Dick Culbert/Wikimedia Commons
Mortari iniciou um longo processo de isolamento e caracterização dos diferentes compostos presentes no veneno, o que permitiu identificar moléculas de grande interesse farmacológico
Pexels
O primeiro peptídeo isolado, a occidentalina-1202, mostrou-se capaz de prevenir convulsões. Com essas descobertas, versões modificadas foram desenvolvidas, originando a octovespina, que poderia prevenir as primeiras alterações fisiológicas associadas: as placas beta-amiloides
Edward Jenner/Pexels
Outra molécula desenvolvida foi a alzpeptidina, que combina características da octovespina e da fraternina-10, um peptídeo também derivado de veneno de vespa. Esse híbrido foi concebido para potencializar as propriedades terapêuticas observadas nos peptídeos naturais
Tima Miroshnichenko/Pexels
Mesmo com os avanços alcançados até agora, ainda serão necessários alguns anos para que as substâncias derivadas do veneno de marimbondo possam avançar para etapas pré-clínicas ampliadas ou ensaios clínicos em humanos. O próximo passo envolve novos estudos em modelos animais
PapiPijuan/Wikimedia Commons