Clima e degradação redesenham o lucro no agro e impulsionam integração

Geneal Genética e Biotecnologia Animal

As mudanças climáticas e o passivo de pastagens degradadas — que hoje atinge metade dos pastos brasileiros em níveis que variam de médio a severo — forçaram o agronegócio a repensar a lógica da lucratividade

Araquém Alcântara/Arquivo Pessoal

No cenário de 2026, a eficiência não é mais medida apenas por saca ou arroba, mas pela capacidade de otimizar o fluxo de caixa e mitigar riscos climáticos em uma mesma área

Divulgação/Emater-MG

A pressão não vem só do clima. A degradação do solo já aparece como custo recorrente no dia a dia do produtor, com perda de matéria orgânica, desequilíbrio biológico e queda da fertilidade natural, o que compromete produtividade e encarece o pacote tecnológico

Divulgação/Epamig

É nesse contexto que sistemas como ILP (Integração Lavoura-Pecuária) e ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) deixam de ser “pautas verdes” para se tornarem ferramentas de gestão de risco — com impacto direto em caixa, custo e resiliência produtiva

Fernando Frazão/Agência Brasil

Apesar do ganho de eficiência, a barreira é o capital e conhecimento. Segundo Laurent Micol, sócio e diretor de Inovação e Carbono da Caaporã Agrosilvopastoril, recuperar uma pastagem degradada para um sistema integrado pode custar entre R$ 6 mil e R$ 8 mil por hectare

DMAguiar/Embrapa

"É um investimento produtivo, mas tem riscos. Depende da situação da fazenda; tem área coberta com plantas invasoras onde a remoção é cara", detalha

Marcelino Ribeiro/Embrapa

Na prática, a integração se apoia numa conta simples: parte do investimento feito para a lavoura vira “empurrão” para o pasto, reduzindo custo de renovação e acelerando a recuperação da área

Divulgação Embrapa/ Breno Lobaro