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Os primeiros anos de vida são decisivos para o desenvolvimento do cérebro humano. Nesse período, conexões neurais se formam em ritmo acelerado e moldam como aprendemos, nos comunicamos e nos relacionamos ao longo da vida
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Mas a ciência ainda investiga como esses mecanismos se desenvolvem e impactam no crescimento de uma criança. Foi o que fizeram pesquisadores do Brasil, da África do Sul e dos Estados Unidos, em um estudo publicado na revista Imaging Neuroscience
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A equipe monitorou a atividade cerebral de mais de 800 crianças por meio de um EEG (eletroencefalograma), o que os permitiu acompanhar a organização neural em uma escala de tempo inferior a um segundo, enquanto os pequenos brincavam ou assistiam a vídeos
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Os resultados apontam que bebês com idades entre 3 meses e 2 anos têm redes neurais semelhantes às de adultos
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“Isso sugere que as arquiteturas funcionais básicas do cérebro em grande escala já estão presentes no início da vida, embora sejam refinadas e ajustadas ao longo do desenvolvimento”, explica a neurocientista Priyanka Ghosh, autora-correspondente do estudo
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Nos pequenos, porém, os mecanismos cerebrais se alternam rapidamente entre diferentes “modos de funcionamento”, mesmo em repouso. Esses instantes foram nomeados no artigo como “microestados”
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Na prática, isso significa que o vai-e-vem de uma função para a outra é o que provavelmente permite às crianças perceberem o ambiente em que estão, reagirem a estímulos e aprenderem funções novas continuamente
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Embora os autores não defendam aplicações clínicas imediatas, o trabalho aponta para um futuro em que classificações funcionais do desenvolvimento cerebral podem ajudar a orientar intervenções mais ajustadas à diversidade
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“Isso poderia facilitar a identificação de bebês com trajetórias cerebrais atípicas, estratificar riscos e monitorar se uma intervenção está ou não mudando a trajetória do paciente”, avalia a médica Leticia Soster, do Einstein Hospital Israelita
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