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A guerra entre Estados Unidos e Irã marca um novo capítulo na utilização de tecnologias avançadas em conflitos armados. Os Estados Unidos estão usando ferramentas de inteligência artificial para os ataques ao Irã, em especial no planejamento e identificação de alvos estratégicos
RIA Novosti via REUTERS
Em entrevista à CNN Brasil, Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, explicou que este é o primeiro grande evento bélico onde a inteligência artificial - já amplamente difundida - faz diferença significativa
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"Ela é usada principalmente no planejamento, na identificação dos alvos e no processamento da informação", afirmou Igreja
Reuters
O especialista destacou que todas as imagens coletadas durante operações militares geram um montante gigantesco de dados que, quando processados por IA, podem revelar pistas sobre próximos alvos, capacidade instalada e prever possíveis reações
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Arthur Igreja também abordou a recente controvérsia envolvendo a empresa americana Anthropic e o Pentágono, Departamento de Defesa dos EUA. A companhia, que possui um contrato com o governo americano, recusou-se a liberar sua tecnologia para uso em armas plenamente autônomas
John Hamilton/US Army
"A principal restrição era a utilização da inteligência artificial em armas plenamente autônomas, porque a empresa afirmava que isso nunca tinha sido testado e que a IA poderia cometer equívocos", detalhou o especialista
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Apesar da controvérsia, o especialista revelou que a tecnologia da Anthropic foi utilizada na atual operação contra o Irã. "Fontes relatam que ela foi crucial na compreensão dos riscos, no mapeamento dos alvos", afirmou
Stringer/Reuters
A utilização da IA em conflitos armados representa um novo paradigma na guerra moderna, somando-se a outras tecnologias como drones e ciberataques, que já se tornaram elementos consolidados nas estratégias militares contemporâneas
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