Confira cinco dicas de livros escritos por autoras femininas

Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo

De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro (IPL), publicada em 2024, 49% das mulheres e 44% dos homens possuem o hábito da leitura

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Ana Paula Aguiar, autora de História do Sistema de Ensino pHdestaca que, ao evidenciar obras escritas por mulheres, especialmente para o público jovem, amplia-se o repertório cultural e simbólico dos leitores, reconhecendo o protagonismo feminino como produtor de conhecimento, arte e pensamento

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Confira a seguir cinco indicações de obras literárias que contam com autoras mulheres selecionadas pela especialista

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Venham e juntem-se a Mim (1974) - Maya Angelou, Estados Unidos Nesta autobiografia, Maya revisita sua juventude nos Estados Unidos pós Segunda-Guerra para narrar, com força literária e sensibilidade política, a experiência de ser uma mulher negra atravessada por desafios como maternidade solo, busca por autonomia e estratégias de sobrevivência em um contexto marcado pelo racismo estrutural

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As Meninas (1973) - Lygia Fagundes Telles, Brasil O romance entrelaça trajetórias de jovens mulheres em meio ao ambiente opressivo da ditadura militar brasileira, explorando, com profundidade psicológica, as tensões entre desejo, moral, política e liberdade

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Canção para ninar menino grande (2018) - Conceição Evaristo, Brasil A coletânea articula contos atravessados por raça, gênero, violência e memória, para transformar experiências historicamente marginalizadas em matéria literária e política

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E não sobrou nenhum (1939) - Agatha Christie, Reino Unido (Inglaterra) Clássico do romance policial, a obra combina suspense rigorosamente arquitetado com uma investigação moral sobre culpa, justiça e responsabilidade individual, conduzindo o leitor por uma trama em que cada personagem é confrontado por seus próprios atos

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Norte e Sul (1855) - Elizabeth Gaskell, Reino Unido (Inglaterra) O romance acompanha a trajetória de Margaret Hale em seu deslocamento do sul rural para o norte industrial da Inglaterra, usando essa mudança de cenário para iluminar as profundas transformações sociais do século XIX

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