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O Brasil é referência mundial quando se trata de transplantes de órgãos, feitos 85% através do Sistema Único de Saúde
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Além da doação de órgãos de pessoas falecidas, também é possível fazer uma doação em vida, sob condição de ser gratuita e voluntária - a comercialização de tecidos e órgãos é crime no Brasil
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Para ser um doador de órgãos vivo, é necessário ser juridicamente capaz, maior de idade, estar em condições satisfatórias de saúde e aceitar fazer a doação - desde que não prejudique sua própria saúde
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Em vida, podem ser doados um dos rins, parte do fígado, do pulmão ou da medula óssea, e é primordial ter compatibilidade sanguínea
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Para que alguém seja doador, a pessoa é submetida a uma bateria de exames de compatibilidade e para atestar sua boa condição de saúde. São avaliados o histórico clínico do doador, doenças prévias e a existência de doenças crônicas, assim como avaliação psicológica completa
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Como qualquer outro procedimento cirúrgico com anestesia geral, o doador está sujeito aos riscos normais e aos sintomas do pós-operatório. No caso de um rim, as funções do órgão são realizadas normalmente com um único rim, e a vida pode ser retomada normalmente em algumas semanas
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A lei admite que cônjuges e familiares até quarto grau podem ser doadores em vida. Para pessoas que não são parentes, só é possibilitado com autorização judicial (com exceção dos casos de medula óssea). A lei também não admite a doação de pessoas incapazes e gestantes
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