Entidades pedem que COI rejeite teste genético em mulheres

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Mais de 80 organizações de direitos humanos e defesa do esporte pediram ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que abandone planos, ainda não confirmados oficialmente, de implementar testes genéticos universais de sexo para atletas mulheres e impor uma proibição geral à participação de competidores transgênero e intersexo

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Em uma declaração conjunta, entidades alertaram que as medidas — que estariam sendo recomendadas por um grupo de trabalho do COI voltado à proteção da categoria feminina — representariam um retrocesso na equidade de gênero no esporte

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“Diversas fontes afirmam que o grupo aconselhou o COI a exigir que todas as atletas mulheres e meninas passem por verificação genética de sexo e a impedir a participação de atletas transgênero e intersexo em competições femininas. O COI não confirmou publicamente essas recomendações”, diz o comunicado

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O COI afirmou, em nota à Reuters que nenhuma decisão foi tomada até o momento. “O grupo de trabalho sobre a proteção da categoria feminina segue discutindo o tema e nenhuma decisão foi tomada ainda”, disse um porta-voz da entidade

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O COI deixou de aplicar testes universais de sexo após os Jogos Olímpicos de Atlanta 1996. Historicamente, a entidade também evita impor uma regra universal sobre a participação de atletas transgênero nos Jogos Olímpicos e, em 2021, orientou federações internacionais a criarem suas próprias diretrizes

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Desde então, diversas federações importantes — incluindo as de atletismo, natação e rugby — passaram a impedir a participação, na categoria feminina, de atletas que passaram pela puberdade masculina

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A diretora-executiva da SRA, Andrea Florence, afirmou que a adoção de testes de sexo e de uma proibição generalizada representaria uma “erosão catastrófica dos direitos e da segurança das mulheres”

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Por outro lado, o acadêmico britânico Jon Pike, especialista em filosofia do esporte e defensor da proteção da categoria feminina, classificou a carta das organizações como “risível, desesperada e absurda”

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“(O grupo de trabalho) não vai propor uma proibição total; vai propor excluir homens da categoria feminina”, escreveu Pike na rede social X. “Essa carta era previsível e, de certa forma, encorajadora. Nada está definido, mas estou otimista diante do pessimismo desse grupo”

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Organismos internacionais, como o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a ONU Mulheres e a Associação Médica Mundial, já condenaram testes de sexo e intervenções relacionadas, classificando-os como discriminatórios e prejudiciais

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