Neuromielite óptica: doença rara pode cegar e causar paralisias; entenda

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A neuromielite óptica, também conhecida como NMOSD (distúrbio do espectro da neuromielite óptica), é uma doença autoimune rara e grave que afeta o sistema nervoso central

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Caracterizada por ataques inflamatórios que podem causar cegueira, paralisia e outras sequelas neurológicas irreversíveis, a condição exige diagnóstico e tratamento precoces para preservar a qualidade de vida dos pacientes

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A doença é causada pela produção de anticorpos que atacam o próprio corpo. Segundo Samira Apóstolos, médica neurologista, o principal alvo é uma proteína chamada aquaporina 4, que atua como um "portão de água" nas células do cérebro, medula espinhal e nervos ópticos

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"Esse anticorpo erra o alvo. Ao invés de defender contra vírus e bactérias, ele atinge uma proteína que fica no portão de água para a entrada do cérebro", afirma a especialista

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Os sintomas iniciais da neuromielite óptica podem ser alarmantes e variados. Emerson Castro, oftalmologista do Hospital Sírio-Libanês, destaca a perda de visão rápida, muitas vezes acompanhada de dor ao movimentar os olhos, como uma característica típica

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Samira complementa ao afirmar que cerca de 40% dos pacientes começam com perda da visão, enquanto outros 40% apresentam sintomas medulares, como fraqueza nos membros, perda de controle de esfíncteres e sensibilidade, podendo levar à paraplegia ou tetraplegia

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Segundo Castro, a condição é mais comum em mulheres jovens, entre 30 e 40 anos, especialmente as de etnia asiática e africana, o que no Brasil se traduz em maior incidência entre mulheres pretas e pardas

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O diagnóstico é feito por meio da história clínica do paciente, pesquisa do anticorpo anti-aquaporina 4 no sangue e exames de imagem como a ressonância magnética do cérebro e da medula, além do exame do líquor (líquido cefalorraquidiano)

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"Com o paciente diagnosticado, existem tratamentos, às vezes à base de corticoide. Hoje existem medicações que suprimem o sistema imunológico, tem plasmaférese e tem uma série de medicações que conseguem conter bem esses surtos", afirma Apóstolos

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