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Em 1880, o polímata britânico Sir Francis Galton enviou questionários para centenas de cientistas, pedindo que fechassem os olhos, tentassem visualizar a mesa onde haviam tomado café da manhã naquele dia e descrevessem a cena em detalhes
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Para a surpresa do multiespecialista, muitos de seus colegas afirmaram que não viam absolutamente nada. Eles relataram que a ideia de “ver” algo na mente era impossível
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Embora Galton tenha provado estatisticamente que essa ausência de imagens mentais existia, a ciência acabou negligenciando a descoberta por mais de um século
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Em 2015, criou-se o termo “afantasia”, dando finalmente uma identidade e um conceito formal a essas pessoas
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Exames de neuroimagem mostraram que, embora pessoas com afantasia apresentem representações no córtex visual primário, elas são distintas das de quem imagina normalmente: a imagem existe no cérebro, mas não chega à consciência
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O fato de que 3% a 4% das pessoas no mundo não conseguem formar imagens mentais transforma a afantasia em mais do que uma curiosidade neurológica: ela se torna uma ferramenta real para estudar a consciência humana
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