Elle Brasil
O casarão fica localizado na Bernardo Campos, a rua mais antiga de Manaus. Se a cidade nasceu em outubro de 1669, quando os portugueses ergueram o Forte de São José da Barra do Rio Negro, o que se serve dentro do imóvel histórico carrega ainda mais séculos de história
Saulo Tafarelo
O Biatüwi é o primeiro restaurante indígena do Brasil. As receitas ofertadas unem ingredientes e saberes das etnias Tukano, da região do Alto Rio Negro, e Sateré-Mawé, no Baixo Amazonas
Reprodução/Instagram (@biatuwi)
Na rua de pedras, com o casario histórico como testemunha do tempo, um imóvel chama a atenção. Os azulejos portugueses na fachada dividem espaço com três grandes janelas pintadas de roxo e a palavra Bahserikowi
Saulo Tafarelo
A cozinha de Clarinda Ramos reflete a tradição indígena, com potentes combinações de peixes, caldos apimentados e acompanhamento de formigas. Não tem nada de "exótico", como alguns lugares o definem
Reprodução/Instagram (@biatuwi)
Muito pelo contrário, tudo que é servido ali faz parte do cotidiano das comunidades e aldeias incrustadas na floresta. Por ali, não há narrativas distorcidas. É o que é – simples e claro. Há sutis modificações, como o uso moderado de pimenta, mas todos os preparos mantêm a essência do original
Reprodução/Instagram (@biatuwi)
A comida indígena vai além do nutrir o corpo, ela alimenta também o espírito. A quinhapira, por exemplo, um caldo de peixe, leva bastante pimenta, insumo que faz parte da base alimentar dos povos do Alto Rio Negro, que encaram o ingrediente como um purificador e vitalizador do corpo
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Estar no Biatüwi é viajar pela cultura alimentar brasileira a cada garfada. Tirar as amarras de qualquer preconceito para entender que a comida não faz parte da natureza, ela é a própria natureza. Valorizar e preservar práticas originárias é também descobrir-se como brasileiro
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