Q-Day: entenda a ameaça quântica que pode quebrar a internet

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O relógio conta regressivamente para o Q-Day, a data iminente — ainda desconhecida — em que a computação quântica terá capacidade de quebrar de forma rápida e fácil as chaves de criptografia que mantêm a maior parte das comunicações na internet seguras

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Especialistas conhecem o risco hipotético do Q-Day desde a década de 1990. Mas o Google alertou recentemente que computadores quânticos podem ser capazes de hackear alguns sistemas criptografados até 2029

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A nova estimativa significa que governos, empresas e outras entidades podem ter muito menos tempo para se preparar. "É o dia em que pessoas, talvez adversários, terão acesso a um computador quântico capaz de quebrar códigos criptográficos que estão em uso", disse Michele Mosca, cofundador e CEO da empresa de cibersegurança evolutionQ

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O Q-Day marca o momento em que um computador quântico adquire recursos e estabilidade suficientes para decifrar a criptografia convencional. Quando isso acontecer, cada transação financeira, arquivo médico, e-mail, histórico de localização e carteira de criptomoedas protegidos pelos algoritmos comumente usados hoje poderiam ser desbloqueados

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A criptografia é a canalização invisível que mantém a economia global em funcionamento. A maior parte da segurança na internet — pense no símbolo do pequeno cadeado no seu navegador — é atualmente baseada em criptografia que depende de uma peculiaridade matemática

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A computação quântica não é simplesmente uma versão mais poderosa ou mais rápida dos computadores em uso hoje. Essa forma de processamento funciona de maneira fundamentalmente diferente

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Ao contrário dos computadores convencionais, que processam informações sequencialmente usando bits (0 ou 1), os computadores quânticos empregam bits quânticos — "qubits" — que podem representar 0, 1 ou ambos simultaneamente. Essa propriedade permite que as máquinas quânticas armazenem e processem informações mais complexas

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Catherine Mulligan, acadêmica visitante e pesquisadora associada do Institute for Security Science and Technology do Imperial College London, explicou que governos, incluindo os dos Estados Unidos e do Reino Unido, publicaram padrões para a criptografia pós-quântica

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Essas diretrizes envolvem principalmente atualizações de software que dependem de uma matemática mais complexa para ser resolvida do que as abordagens tradicionais, disse Mulligan

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O protocolo, concebido pela primeira vez na década de 1980 pelos vencedores do Prêmio Turing deste ano, envolve o uso de fótons de luz para criar uma chave secreta entre duas partes. No entanto, o método requer hardware especializado, o que pode torná-lo mais caro e difícil de implementar

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