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Quem sofre com alergias respiratórias sabe que nem sempre a noite é hora de descanso. Tem dias que basta deitar a cabeça no travesseiro para o nariz entupir e começar as crises de espirros. E essa sensação tem explicação
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À noite, o corpo passa por mudanças naturais. A produção de cortisol, hormônio que ajuda a controlar inflamações, diminui. Com isso, o sistema imunológico fica mais “livre” para reagir a estímulos alérgicos, o que pode agravar sintomas de rinite e asma
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Além disso, a posição deitada facilita o acúmulo de secreções nas vias respiratórias e aumenta a sensação de congestão
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“Muitas vezes, o paciente percebe uma piora dos sintomas no período noturno também porque está um pouco mais relaxado, sem as distrações que ocorrem ao longo do dia”, explica Fausto Yoshio Matsumoto, coordenador do Departamento Científico de Rinite da ASBAI
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Ao ficar deitado, os sintomas respiratórios nasais ou pulmonares podem piorar. Quando o corpo está nessa posição, há uma redistribuição natural do sangue, e a região da cabeça recebe um fluxo maior
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Esse aumento faz com que os vasos da mucosa nasal se encham mais, provocando inchaço e dificultando a passagem do ar. Em quem já tem rinite, esse efeito se torna ainda mais evidente
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Outro vilão noturno são os próprios ambientes internos. O quarto costuma ser um dos locais com maior concentração de ácaros, poeira e mofo, inimigos de quem tem alergia respiratória. Colchões, travesseiros e cobertores se tornam verdadeiros depósitos de alérgenos
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Para dormir melhor, é importante cuidar do ambiente e criar uma rotina de higiene que reduza o contato com gatilhos alérgicos. Usar capas antiácaro em travesseiros e colchões, lavar a roupa de cama com frequência, evitar tapetes e cortinas e manter o ambiente ventilado ajudam
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