Entenda o que são os Acordos de Abraão que Trump exige que países assinem

Leah Millis - Reuters

Assinados inicialmente em setembro de 2020 ainda no primeiro mandato de Donald Trump, os Acordos de Abraão tinham, em princípio, e não oficialmente, a missão de formar um bloco de contenção contra o Irã no mundo árabe e conter a influência de Teerã na região

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O nome Abraão é uma referência ao patriarca que é figura central na história do judaísmo e do islã e reflete o elo entre os dois povos

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No começo, o pacto foi assinado em uma cerimônia na Casa Branca com líderes de Israel, dos Emirados Árabes Unidos e do Bahrein. Pouco depois, Sudão e Marrocos também aceitaram fazer parte

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Com isso, países signatários passaram a normalizar relações com os israelenses, mesmo sem garantias de que um Estado Palestino seria reconhecido e criado. Relações comerciais foram ampliadas, principalmente nas áreas de ciência, defesa e segurança

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Quais são os países que assinaram? Israel é o país pivô dos acordos. Posteriormente, Emirados Árabes, Bahrein, e Marrocos e Sudão também assinaram, por recompensas dos EUA ou outros motivos variados

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Quais países faltam assinar? A Arábia Saudita aparece no topo das prioridades. O país é considerado o grande berço do Islamismo no mundo e abriga as cidades mais sagradas para a religião

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O Catar também está na mira dos Estados Unidos, mas o país do Golfo tem uma situação neutra em relação a Teerã, que seria quebrada ao fazer parte dos Acordos. O Paquistão, embora não faça parte do Oriente Médio, também é citado como um dos exemplos de futura integração

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A adesão do Irã Ao exigir que países do mundo árabe assinassem o acordo, Trump sugeriu a ideia de que, futuramente, o próprio Irã entrasse para o grupo, o que gerou um certo paradoxo

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Os Acordos de Abraão buscavam reorganizar o Oriente Médio ao aproximar Israel de países árabes com base em interesses comuns, especialmente conter o Irã. Por isso, a ideia de incluir o próprio Irã nesse grupo soa quase paradoxal: o Irã foi justamente um dos fatores que impulsionaram esses acordos 

Fernanda Magnotta, analista de Internacional da CNN Brasil