Crianças neurodivergentes são mais vulneráveis a crimes virtuais

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Em apenas um ano, o Brasil registrou 3 milhões de vítimas infantis de violência sexual online, segundo relatório da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância)

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Uma a cada cinco crianças e adolescentes de 12 a 17 anos diz ter sofrido abuso sexual ou exploração com o uso da tecnologia, com a maioria das vítimas conhecendo o agressor pela primeira vez online

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De acordo com a delegada Lisandrea Salvariego Colabuono, chefe do Noad (Núcleo de Observação e Análise Digital) da Polícia Civil de São Paulo, esses crimes costumam ocorrer em aplicativos de conversa, redes sociais e em chats de jogos online

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A prática de aproximação e aliciamento de menores de idade na internet é conhecida como grooming. O processo é definido como a manipulação por parte de um adulto em relação a uma criança ou adolescente, com o objetivo de obter material de abuso ou forçar um encontro

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Os crimes podem ir além da exploração sexual. Na internet, em redes sociais e em jogos online, menores são expostas a desafios perigosos, cyberbullying, misoginia e discurso de ódio. Segundo especialistas, crianças neurodivergentes são as mais vulneráveis para esse tipo de crime

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"Se para um adolescente normativo já é complexo e ele enfrenta todos os desafios, para uma criança neurodivergente, isso tem um potencial muito maior", afirma Fabiana Vasconcelos, psicóloga do Instituto Dimicuida

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Segundo a especialista, isso acontece porque, na neurodivergência, a dificuldade de interação social é maior, assim como a literalidade, ou seja, a tendência de compreender e processar a linguagem de maneira extremamente concreta

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