Amina Filkins/Pexels
A infância é, por definição, o território das descobertas. No entanto, para as crianças negras, as barreiras do racismo estrutural costumam abreviar esse período de leveza, resultando muitas vezes em um estado de alerta e trauma precoces
cottonbrostudio/Pexels
É nesse cenário que a literatura infantil e a educação antirracista deixam de ser apenas escolhas pedagógicas e passam a ser ferramentas necessárias de reparação e acolhimento
Marta Wave/Pexels
Para a escritora e educadora antirracista Janine Rodrigues, 44, a urgência de uma proposta pedagógica antirracista nas escolas vai além de apontar as questões estruturais provocadas pela discriminação; trata-se de devolver a humanidade a corpos constantemente desumanizados
Marta Wave/Pexels
A educadora faz um alerta sobre a superficialidade na abordagem de personagens negros na literatura infantil, defendendo que a verdadeira representatividade exige profundidade pedagógica
Tima Miroshnichenko/Pexels
Por isso, a autora defende que o foco central deve ser o direito à humanidade, garantindo que "crianças negras e brancas precisam e têm o direito de ver pessoas negras em espaços onde é possível ser gente"
Samuel Egbe/Pexels
Em meio ao contexto do racismo em sala de aula, a escritora lançou o livro “Por Que Não Existe Flor Preta", obra que cruza botânica, história e conscientização
Marchalilah/Pexels
Janine propõe que as escolas utilizem a literatura como ponte para debates abertos com os pais, desarmando defesas para que preconceitos enraizados em casa possam ser reconhecidos e combatidos. "O que não é reconhecido não pode ser mudado", pontua
Katerina Holmes/Pexels