Educação climática avança nas escolas, mas ainda tem lacunas no currículo

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A presença da emergência climática nos currículos escolares ainda avança em ritmos distintos ao redor do mundo

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Dados da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) mostram que 47% dos currículos nacionais de 100 países não mencionam o tema, enquanto 20% dos professores afirmam não se sentir preparados para orientar os alunos

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No Brasil, esse cenário tem impulsionado iniciativas voltadas à ampliação da educação climática, como a Reconectta, que, por meio do movimento "Escolas pelo Clima", já mobiliza mais de 1 milhão de estudantes e 100 mil educadores, com foco em ações práticas de engajamento

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Para Livia Ribeiro, sócia-fundadora da Reconectta, a presença do tema na educação formal está em processo de consolidação

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“O tema ainda é tratado muitas vezes como opcional, como algo que cabe numa semana temática, num projeto de feira de ciências, e não como parte do currículo permanente”, comenta

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A preparação dos educadores é um dos pontos centrais nesse processo. Livia destaca que o desafio está relacionado à necessidade de ampliar formação e suporte contínuo

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Os efeitos das mudanças climáticas já fazem parte da realidade de muitos estudantes. Um relatório do Unicef aponta que, apenas em 2024, mais de 1 milhão de crianças e jovens brasileiros tiveram os estudos interrompidos por eventos extremos

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“A ausência desse tema nos currículos dificulta a compreensão da temática, deles realmente entenderem o que está acontecendo, por que está acontecendo e, principalmente, como que eles podem se envolver nas soluções”, explica

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