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Marrocos pretende dessalinizar a água do Oceano Atlântico para abastecer cidades costeiras e irrigar plantações, enquanto reserva a água das barragens e das chuvas para regiões do interior mais afetadas pela seca, como fazendas e oásis
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A estratégia do Marrocos é liderada por um projeto de US$ 650 milhões (equivalente a cerca de R$ 3,3 bilhões), que está em construção a cerca de 40 quilômetros ao sul da cidade de Casablanca
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A usina será a maior instalação de dessalinização da África e, segundo seus responsáveis, a maior do mundo movida exclusivamente por energia renovável, abastecida por um parque eólico de 360 MW localizado no Saara Ocidental
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A Fase I deve entrar em operação em fevereiro de 2027, e a Fase II deve ser concluída em agosto de 2028
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Em plena capacidade, bombeará 79 bilhões de galões de água potável por ano para 7,5 milhões de pessoas na região de Casablanca e irrigará 20 mil acres de terras agrícolas
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O país já opera 17 usinas de dessalinização, produzindo cerca de 108 bilhões de galões de água por ano — nove vezes mais do que em 2021 — e outras 11 estão planejadas ou em construção, explicou e Nizar Baraka, ministro de Equipamentos e Água de Marrocos
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Para financiar e construir esses megaprojetos, Marrocos adotou PPPs (parcerias público-privadas)
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O projeto de Casablanca teve seu financiamento concluído em maio de 2025, sendo liderado pela empresa espanhola de energias renováveis e gestão hídrica Acciona, em parceria com outros investidores
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O projeto de dessalinização faz parte de um plano nacional de recursos hídricos mais amplo, de aproximadamente US$ 14 bilhões (equivalente a cerca de R$ 72 bilhões)
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O projeto também financia a construção de barragens, a reutilização de águas residuais e uma rede de "rodovias hídricas" — dutos que transportam o excedente de água da chuva das bacias hidrográficas do norte para regiões mais secas ao sul
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