Pexels
O smartphone continua na mão minutos depois de a pessoa decidir, mentalmente, que já é hora de guardá-lo. Uma notícia ruim leva a outra, um post alarmante puxa o próximo, e o que começou como uma checagem rápida de atualizações se transforma em uma sessão prolongada de rolagem por conteúdos negativos
Pexels
Esse comportamento tem nome: doomscrolling, termo que une as palavras em inglês "doom", associada a catástrofe ou fatalidade, e "scrolling", o ato de deslizar o dedo pela tela
Pexels
Ele descreve o hábito de consumir, de forma repetitiva e muitas vezes involuntária, notícias e publicações que despertam desconforto, medo ou angústia, mesmo quando esse consumo já não traz nenhuma informação nova ou útil
Pexels
A expressão começou a circular ainda antes da pandemia de Covid-19, mas foi a partir de 2020 que se popularizou de forma definitiva, à medida que boa parte do mundo passou a acompanhar em tempo real números de contágios, mortes e medidas de isolamento
Pexels
Segundo o portal norte-americano D'Amore Mental Health, a exposição contínua a notícias negativas está associada ao aumento da ansiedade e de sintomas depressivos, especialmente em pessoas que já apresentam alguma predisposição a esses quadros
Pexels
O excesso de informações sobre crises e tragédias pode alimentar um ciclo de ansiedade, em que a busca constante por notícias aumenta ainda mais a preocupação
Pexels
Esse desgaste emocional também tem reflexos na vida social. O tempo prolongado dedicado à rolagem de conteúdos tende a substituir momentos que seriam dedicados à convivência com outras pessoas, reduzindo o suporte emocional que as relações pessoais costumam oferecer
Pexels
Some ainda a esse quadro um efeito físico relevante: por ser praticado com frequência à noite, o doomscrolling compromete a qualidade do sono, o que agrava o cansaço e a irritabilidade no dia seguinte
Pexels