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Nos cinco anos desde a caótica retirada dos EUA de Cabul e o retorno do Talibã ao poder, o Afeganistão se tornou palco de uma das piores crises humanitárias e de direitos humanos do mundo
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A ajuda humanitária ao Afeganistão — necessária para aproximadamente 45% da população — foi drasticamente reduzida por doadores internacionais desde que o Talibã voltou ao poder, com mulheres e meninas arcando com o maior impacto desses cortes
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A queda da assistência ocorre enquanto o Talibã mantém uma ofensiva contra os direitos de mulheres e meninas, enfraquecendo proteções legais e retirando sistematicamente sua autonomia sob um sistema que especialistas descreveram como “apartheid de gênero”
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Seus esforços conseguiram apagar metade da população da vida pública e tornaram o Afeganistão um dos lugares mais perigosos do mundo para ser mulher
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O Afeganistão é agora o único país do mundo onde meninas são proibidas de estudar após a sexta série. A proibição está em vigor há tempo suficiente para que uma geração inteira de meninas tenha atravessado a adolescência sem entrar em uma sala de aula do ensino médio
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A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) estima que 2,4 milhões de meninas estão atualmente excluídas da escola
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As mulheres também foram proibidas de exercer a maioria das profissões, obrigadas a cobrir o rosto em público e impedidas de viajar longas distâncias sem a companhia de um homem
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A violência contra as mulheres foi efetivamente autorizada por lei. Em março, o Talibã emitiu um decreto que permite aos homens baterem em suas esposas, desde que não quebrem ossos nem deixem ferimentos visíveis e permanentes
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Outro decreto torna significativamente mais difícil para as mulheres se divorciarem, ao mesmo tempo em que elimina a idade mínima legal para o casamento, que era de 16 anos
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