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A partir dos anos 2000, o homem voltou a se permitir cuidar de si, agora como sinônimo de saúde e qualidade de vida
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A virada está estampada nos números mais recentes de uma análise de mercado apresentada em janeiro deste ano no congresso IMCAS, em Paris, cruzando dados da ISAPS (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética) entre 2018 e 2024
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O levantamento revelou que as cirurgias estéticas em homens cresceram 95% no período, contra 59% entre mulheres — diferença que chamou atenção de especialistas do setor
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Nos procedimentos não cirúrgicos, como aplicações injetáveis e depilação a laser, o crescimento entre homens foi ainda maior: 116%, ante 55% no público feminino. Isso confirma que, nesse segmento, os homens vêm entrando no mercado em ritmo acelerado — especialmente nos tratamentos menos invasivos
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O relatório aponta que a tendência é particularmente acentuada em regiões como o Oriente Médio e a América Latina, sugerindo variações culturais na velocidade dessa mudança
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No Brasil, a Homenz, rede de estética masculina fundada em Uberaba (MG) e hoje com 82 unidades em operação, informa ter realizado mais de 34 mil atendimentos no ano passado
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Além das evoluções nas normas sociais, esses levantamentos também citam fatores como o aumento da renda disponível entre homens, a maior exposição de figuras públicas que falam abertamente sobre procedimentos estéticos e a influência das redes sociais, que ampliam a autovigilância da própria imagem para além do público feminino
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