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O receio com riscos à privacidade e à proteção de dados pessoais está entre os desafios apontados por 39% das escolas públicas brasileiras que ainda não utilizam programas, sistemas ou plataformas nas atividades de gestão escolar
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Em outras palavras, os gestores temem que, colocando a rotina da escola dentro de um sistema digital, possam perder o controle sobre informações de alunos e funcionários
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O dado é da pesquisa Privacidade e Proteção de Dados Pessoais 2025, divulgada pelo Cetic.br, que produz as estatísticas de referência sobre internet no Brasil. Mas esse receio não se restringe apenas às escolas que ainda não adotaram ferramentas digitais
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Entre as escolas que já adotaram esses sistemas informatizados, a preocupação é ainda maior: 52% citam a privacidade entre os desafios enfrentados
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O tema só perde para qualidade dos computadores e do acesso à internet (65%), falta de habilidades dos educadores e de outros funcionários (63%) e falta de integração entre os diferentes sistemas (53%)
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No dia a dia das escolas, a digitalização já é rotina. Lançar frequência, fechar notas, atualizar cadastro de aluno: em 92% das escolas públicas, essas tarefas passam por sistemas de gestão criados pelo governo. Em 79% delas, há também plataformas de ensino e aprendizagem
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As plataformas já estão em quase todas as escolas públicas, enquanto o debate sobre proteção de dados chegou à metade delas. Para os gestores que resistem, o receio não é sobre a tecnologia em si, mas sobre o que acontece com as informações depois que elas entram no sistema
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