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Após alcançar uma produção recorde de azeite de oliva em 2026, a olivicultura brasileira deve enfrentar uma safra menor no próximo ano. A avaliação é do Ibraoliva (Instituto Brasileiro de Olivicultura)
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Segundo a entidade, a expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera no Rio Grande do Sul deve afetar a próxima colheita. O estado é o principal polo produtor do país e respondeu por 81% da produção nacional em 2026
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O cenário contrasta com o desempenho excepcional deste ano. A produção brasileira de azeite extravirgem atingiu 1,4 milhão de litros em 2026, superando amplamente os 240,3 mil litros registrados no ano anterior e o recorde anterior, de 640,2 mil litros, obtido em 2023
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Para o presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, o desafio agora é reduzir a forte oscilação entre as safras. “Vamos ampliar a pesquisa para reduzir as oscilações na produção. Nós temos que acabar com essa montanha-russa e precisamos ter uma estabilidade produtiva”
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O desempenho de 2026 ocorreu após duas safras prejudicadas pelo excesso de chuvas. Para o Ibraoliva, a recuperação mostra que o aumento da produtividade não depende apenas da expansão da área plantada
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A evolução do manejo dos olivais, a adaptação dos produtores às condições climáticas e o aprimoramento das etapas de colheita e processamento também contribuíram para o resultado
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Ao invés de buscar apenas o crescimento do volume produzido, o setor pretende investir em tecnologia, pesquisa e organização para tornar as safras mais previsíveis e reduzir os efeitos das condições climáticas
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