Seu filho parou de ir ao médico? Adolescência também exige cuidado

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Durante a infância, o acompanhamento médico faz parte da rotina das famílias. Com uma certa frequência, a criança vai ao pediatra, que mede peso e estatura, verifica a vacinação e discute aspectos importantes sobre desenvolvimento, alimentação, sono e ambiente

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Então chega a adolescência. O(a) filho(a) cresce, parece saudável e já não adoece com tanta frequência. Aos poucos, as consultas desaparecem. Nesse momento pode surgir um vazio no cuidado

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A adolescência não é apenas uma transição entre a pediatria e a medicina de adultos. É uma fase marcada por crescimento, puberdade, mudanças cerebrais e hormonais, construção da identidade, ganho progressivo de autonomia e de novos comportamentos

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Muitas questões de saúde também começam ou ganham importância nesse período, mesmo quando não existe uma queixa ou um sintoma que motive o agendamento de consulta médica

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A hebiatria é a área da medicina dedicada à saúde do adolescente. As consultas são um espaço para conversar sobre sono, alimentação, atividade física, vacinação, escola, relacionamentos, sexualidade, saúde mental, uso de álcool, cigarro, vape e outras substâncias, entre muitos outros assuntos

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Alguns problemas que terão repercussões na vida adulta podem começar nessa fase. Excesso de peso, hipertensão e alterações metabólicas podem aparecer ainda na adolescência. Transtornos alimentares, ansiedade, depressão e outros sofrimentos psíquicos também podem se manifestar

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A consulta preventiva também permite conferir a vacinação. Na adolescência existem imunizações e doses que precisam ser completadas ou atualizadas, e é comum encontrar jovens com vacinas atrasadas

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A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que o jovem tenha espaço de privacidade e confidencialidade na consulta. Quando possui capacidade de discernimento, o adolescente tem direito ao sigilo das informações, inclusive em relação aos responsáveis

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A adolescência é o momento de começar a aprender a relatar sintomas, conhecer antecedentes familiares, entender por que toma determinado medicamento, saber quais vacinas recebeu, fazer perguntas ao médico e participar das decisões sobre a própria saúde

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