O que podemos aprender com os resultados da China no Pisa 2025

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Imagine uma sala de aula em que o celular simplesmente não está ali: não no bolso, nem na mochila, nem vibrando embaixo da carteira. É a realidade de 83% dos estudantes das quatro regiões chinesas avaliadas pelo Pisa 2025 — contra 49% na média da OCDE

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Os resultados, divulgados pela OCDE, colocaram Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang no topo do ranking: 612 pontos em Matemática e 597 em Ciências, os melhores de todos os participantes. Em Leitura, ficaram em segundo lugar, atrás de Singapura

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Há outro número que chamou atenção. Apenas 5% dos estudantes chineses relataram que os colegas de turma se distraíam com dispositivos digitais na maioria ou em todas as aulas de Ciências. Na média da OCDE, foram 28%

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Se tanto a China como o Brasil já restringem o celular nas escolas, a pergunta não pode ser simplesmente se devemos fazer o mesmo. A questão passa a ser: o que está de fato por trás dos resultados chineses — e quanto disso poderia ser usado dentro de uma escola brasileira?

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Para Bárbara Born, gerente de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação, o uso reduzido do aparelho é mais sintoma do que causa. Ele costuma aparecer em casas com mais livros, mais conversa e mais acompanhamento do dia a dia escolar

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Entrevistada pela CNN Brasil, a doutora em Educação Internacional Comparada lembra que nenhum resultado do Pisa nasce de uma medida isolada. O que aparece nas províncias chinesas é uma combinação de políticas educacionais com fatores socioeconômicos e culturais

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Além disso, a foto é parcial. "Isso não é a China, isso é um recorte específico da China", resume Bárbara: as quatro regiões avaliadas estão entre as mais desenvolvidas do país

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Se queremos uma ideia chinesa para testar por aqui, talvez a mais direta esteja no currículo: menos tópicos, mais profundidade. Em vez de correr para dar conta de todo o conteúdo, a escola pode priorizar o que é essencial 

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