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Prakash Methema/AFP/Getty Images via CNN Newsource
A conta de uma enchente não começa quando a água entra nas casas. Nem a de um deslizamento quando a encosta cede. Parte do prejuízo foi definida antes, em decisões sobre drenagem, ocupação urbana, manutenção da infraestrutura e capacidade de resposta
Foto: Nasa
É sob essa perspectiva que merece atenção o Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos, lançado pela Associação Brasileira de Municípios (“Super El Niño” não é uma classificação operacional adotada pela Organização Meteorológica Mundial)
Reprodução/CNN
O que fazer quando o desastre chega? mapas de risco, identificação da população vulnerável, planos de contingência, sistemas de alerta, rotas de evacuação, abrigos e equipes treinadas não podem ser improvisados durante a emergência. Prevenção é a palavra-chave
Corpo de Bombeiros
O guia também evita atribuir à Defesa Civil toda a responsabilidade. Ela coordena a gestão do risco, mas Saúde, Assistência Social, Infraestrutura, Meio Ambiente, Educação e Planejamento possuem funções que precisam estar previamente definidas e articuladas
Quando o evento ocorre, planejamento vira operação. Nas primeiras 24 a 72 horas, entram em cena monitoramento, alertas, evacuações, atendimento médico, abrigos, suprimentos e recuperação dos acessos. A velocidade da resposta passa a refletir decisões tomadas muito antes da emergência
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O guia da ABM organiza bem as responsabilidades locais. O desafio é criar condições para que elas sejam cumpridas. Gestão de desastres não pode começar quando o desastre acontece. Quando a sirene toca, a emergência está apenas tornando visível o que foi definido antes
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