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Um estudo analisa que entre os 5 e os 10 anos, as crianças passam por mudanças no funcionamento neurocognitivo e na maturação cerebral
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Essas mudanças, segundo a análise, coincidem com marcos críticos na primeira infância, quando eles aprendem competências como a leitura e a matemática
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O estudo "Plasticidade cortical dependente da experiência em resposta à escolarização formal: efeitos nas redes para leitura e matemática", publicado na revista científica Elsevier, acompanhou crianças no início do processo de escolarização
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Ainda segundo o estudo, o cérebro não é biologicamente predisposto para tais competências, porém são competências transmitidas culturalmente que remodelam o cérebro à medida que são adquiridas
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A psicopedagoga com especialização em Neurociência Cognitiva, do Colégio Sigma, Elaine Cristina da Silva, explica que esse encontro entre o amadurecimento do cérebro e as experiências vividas ajuda a explicar por que os primeiros anos de escolarização são tão importantes
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A especialista aponta que a neuroplasticidade é a capacidade do cérebro em se modificar. "É o que chamamos de neuroplasticidade: a capacidade que o cérebro tem de se modificar a partir daquilo que vivemos, praticamos e aprendemos"
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"A leitura e a matemática são bons exemplos desse processo. O cérebro humano não nasce com uma área pronta exclusivamente para ler ou fazer cálculos. Ao aprender essas habilidades, ele utiliza e integra regiões que já participam de outras funções [...]", pontua a especialista
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A especialista em neurociência cognitiva indica que a escola é essencial, ainda mais nos primeiros anos escolares, quando tudo ao redor, pode auxiliar na trajetória das aprendizagens
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Quando o estudo menciona que a leitura pode alterar as regiões cerebrais relacionadas as competências ao longo do período, a alfabetização auxilia quando abrange a linguagem, memória e compreensão
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A psicopedagoga destaca que não se pode concluir que uma criança aprendeu mais simplesmente porque determinada região apresentou maior volume ou espessura
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