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Um estudo publicado na revista científica JAMA International Medicine avaliou a influência do tempo de jejum em testes laboratoriais de rotina. Os resultados demonstraram que a maioria dos exames sofreu alterações mínimas decorrentes do período sem alimentação
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Além disso, constatou-se que o jejum prolongado além de doze horas não proporcionou nenhuma vantagem mensurável para os testes analisados
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Parâmetros essenciais como o hemograma completo, os níveis de sódio e potássio, a avaliação da função renal por meio da ureia e creatinina, a maioria das enzimas do fígado e o colesterol total mantiveram-se estáveis
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Apenas quatro exames apresentaram aumentos importantes quando a coleta foi feita com menos de 8 horas de jejum: – Glicose (Açúcar no sangue): ficou 10,8% mais alta sem jejum. Ela cai cerca de 4,3 mg/dL a cada hora de jejum nas primeiras 4 horas após comer;
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– Triglicérides (Gordura no sangue): ficaram 20,1% mais altos sem jejum; – GGT (Uma enzima do fígado): ficou 14,8% mais alta sem jejum; – Lipase (Uma enzima do pâncreas): ficou 36,4% mais alta sem jejum
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Por outro lado, o jejum prolongado acima de 12 horas causou apenas elevações discretas na bilirrubina total e na vitamina D, sem trazer qualquer ganho na precisão diagnóstica
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Os pesquisas concluíram que a exigência rígida e universal de jejum para qualquer exame de sangue é ultrapassada e desnecessária. Eles recomendam adotar uma orientação específica por exame
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