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A inteligência artificial deve mudar a forma como médicos são formados e como os serviços de saúde são oferecidos no Brasil. Por este motivo, especialistas defendem que os profissionais sejam preparados para lidar com essa ferramenta desde a universidade
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Em entrevista à CNN Brasil, Dimas Covas, médico, pesquisador e ex-diretor do Instituto Butantan, apontou a necessidade de encarar a inteligência artificial como uma realidade na medicina e, assim, incluir o conhecimento sobre essa tecnologia ainda nas salas de aula
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Em complemento, a médica e pesquisadora da Fiocruz, Dra. Margareth Dalcolmo, apontou que a inteligência artificial não irá substituir os especialistas, mas contribuirá para devolver ao médico o tempo necessário para o acolhimento
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Esse cenário já começa a se tornar realidade na Universidade Brasil. O professor e presidente da instituição, Fernando Costa, informou à CNN Brasil que terá uma disciplina sobre inteligência artificial na grade curricular do curso de medicina. A medida deve ser implementada até o primeiro semestre de 2027
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Para o professor e médico Carlos Carvalho, diretor de Saúde Digital na FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), atualmente a IA generativa - como o ChatGPT e o Gemini - está em alta e consegue oferecer algumas orientações sobre saúde
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No entanto, não existem bases de dados suficientes para responder a todas as questões e, por muitas vezes, as ferramentas ficam suscetíveis a informações falsas
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Por outro lado, segundo o médico, a área precisa se aprofundar ainda mais no uso de IAs preventivas - aquelas que integram sistemas de saúde e fornecem o histórico dos procedimentos realizados nos pacientes
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Outra medida seria o uso da tecnologia na genética que, segundo ele, pode auxiliar os médicos a acessar informações sobre os genes - unidades fundamentais da hereditariedade - dos pacientes
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Com isso, seria possível ter acesso a informações desde a infância, como se a pessoa teve bronquiolite, se nasceu prematura, se viveu em um local mais poluído e como esses fatores podem impactar sua vida no futuro
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A consultora de tecnologia e ex-presidente da Microsoft no Brasil, Tânia Cosentino, defende o uso da IA como uma política de Estado que precisa ser incorporada e olhada com cuidado
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