Crise de financiamento ameaça assistência a refugiados no mundo, diz ONU

REUTERS/Dilara Senkaya

O alto comissário da ACNUR (Agência da ONU para Refugiados), Barham Salih, afirmou que a agência enfrenta uma grave crise de financiamento que ameaça serviços humanitários a refugiados em diferentes partes do mundo

Reuters/Evrard Ngendakumana

Segundo ele, a redução das contribuições de países doadores tem forçado cortes nas operações, que não podem ser compensados indefinidamente por medidas de economia

Celestino Arce/NurPhoto via Getty Images

A insuficiência de recursos ocorre em um momento de deslocamento forçado recorde no mundo e após cortes na ajuda internacional de países como os Estados Unidos, durante o governo do presidente Donald Trump

REUTERS/Goran Tomasevic/File Photo

Salih afirmou que a ACNUR já adotou medidas para reduzir despesas, reforçar controles financeiros e priorizar atividades. Ainda assim, alertou que há um limite para os ganhos de eficiência

Divulgação/MSF/Renaud Masbeye

A crise levou a uma das maiores reestruturações da história da agência. Desde 2024, o número de funcionários caiu de 20 mil para pouco menos de 12 mil. A ACNUR afirma que busca preservar as operações na linha de frente, e concentra cortes na sede e em escritórios regionais

Agnieszka Majchrowicz/Anadolu Agency via Getty Images

O impacto da falta de recursos já aparece em programas de assistência. No Sudão, o financiamento insuficiente ameaça o atendimento médico especializado, a assistência jurídica e o apoio psicológico a mais de 30 mil sobreviventes de violência sexual relacionada ao conflito

REUTERS/Zohra Bensemra

Salih alertou que a redução do financiamento pode comprometer a própria capacidade de proteção oferecida pelo sistema humanitário. “Abaixo de um determinado nível, o sistema não simplesmente fica menor: a proteção que conseguimos oferecer começa a falhar”, afirmou

Beata Zawrzel/NurPhoto via Getty Images