Mortes, incêndios e secas: tempestades de calor atingem 85% do planeta

REUTERS/Alexandros Avramidis

Reprodução

Em menos de uma vida, cerca de seis décadas e meia, as ondas de calor evoluíram de episódios esporádicos e isolados para eventos climáticos massivos e interligados, capazes de cobrir vastas áreas do planeta por meses ou até anos consecutivos

Reprodução/Facebook

A maior onda de calor da década de 1960 atingiu cerca de 6% do planeta enquanto se deslocava, durante 46 dias, sobre o Oceano Atlântico, partes da América Latina e da África Ocidental

Foto: Nasa

Para compreender a nova realidade dessas imensas extensões de calor, a Reuters consultou duas dezenas de meteorologistas e pesquisadores do clima e analisou as temperaturas de cada hora de cada dia desde 1960 em mais de um milhão de células de uma grade que cobre todo o planeta 

A partir desses resultados, foi desenvolvido um novo conceito: a “tempestade de calor”. Em termos simples, tempestades de calor são ondas de calor de proporções gigantescas

Unsplash

A Reuters utiliza um critério conservador para definir uma onda de calor comum: cinco ou mais dias consecutivos de temperaturas anormalmente elevadas. As maiores ondas de calor — aquelas que, em seu auge, cobrem pelo menos 1% do globo — são classificadas como tempestades de calor

Reuters

A maior tempestade de calor já registrada — aquela que durou 367 dias, entre 2023 e 2024, e atingiu quase 85% do globo — elevou as temperaturas em partes das Filipinas a até 38 °C, tornando insuportáveis as condições para estudantes nas escolas do país

Fernando Frazão/Agência Brasil

A mesma tempestade de calor também contribuiu para intensificar um ciclone no Mediterrâneo em 2023. Após as tempestades de calor que atingiram a Bolívia em outubro de 2023, o Lago Titicaca, um dos maiores lagos da América do Sul, aproximou-se de níveis historicamente baixos

REUTERS/Claudia Morales

Reprodução

leia mais em