Quem é Gadi Eisenkot, principal rival de Netanyahu nas eleições de Israel?

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Reservado, avesso à exposição na mídia e relativamente novo na política israelense, o ex-chefe militar Gadi Eisenkot apresenta um contraste claro em relação ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu

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Filho de imigrantes marroquinos, Eisenkot seria o primeiro  premiê oriundo da comunidade Mizrahi de Israel — judeus cujas raízes remontam ao Oriente Médio e ao Norte da África. A comunidade mizrahi por vezes enfrentou desvantagens em Israel 

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Eisenkot serviu nas FDI (Forças de Defesa de Israel) por 41 anos, comandando tropas na Cisjordânia durante um segundo levante e na guerra de 2006 contra o Hezbollah, no Líbano

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A "doutrina Dahiyeh", por ele aplicada em 2006, consistia em uma estratégia de dissuasão que respondia a ataques de grupos militantes com destruição avassaladora — atingindo, inclusive, a infraestrutura civil nas áreas utilizadas por esses grupos

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Eisenkot ascendeu ao cargo de chefe do Estado-Maior, que ocupou de 2015 a 2019. O partido que ele fundou em 2025 chama-se Yashar — termo que, em hebraico, significa "reto" ou "honesto"

Reprodução/Partido Yashar

Após o Hamas deflagrar os ataques de 7 de outubro — que resultaram na morte de 1.200 pessoas e no sequestro de outras 251 —, Eisenkot integrou o gabinete de guerra de Netanyahu na condição de observador. Oito meses depois, ele deixou o cargo, tecendo críticas à Netanyahu

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Além de defender a eliminação das capacidades militares do Hamas, Eisenkot sustenta que o próximo governo de Israel deve impedir que o Irã adquira capacidade nuclear militar — seja por meio do uso da força ou de um acordo, como uma solução diplomática apoiada pelos Estados Unidos

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