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Parlamentares da oposição consideram um processo de impeachment contra o presidente paraguaio, Santiago Peña, por considerá-lo responsável pela crise desencadeada após a intervenção no banco digital Ueno, que deixou milhares de clientes sem acesso aos seus recursos
José Cruz/ Agência Brasil
O Ueno, de propriedade do Grupo Vázquez, fechou suas portas depois que o Banco Central iniciou um processo de liquidação da instituição ao constatar um déficit em seus índices de solvência relacionado a empréstimos concedidos a empresas vinculadas
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Até março de 2025, Peña foi acionista do grupo proprietário do banco, que contava com cerca de 3 milhões de clientes e concentrava cerca de US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social
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A oposição acusou Peña de incorrer em conflito de interesses, manipulação regulatória, desvio de recursos previdenciários e encobrimento institucional por parte do Banco Central, entre outros pontos
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O caso custou o cargo ao presidente da entidade controladora, Carlos Carvallo, e levou à prisão oito diretores da instituição sob intervenção, entre eles o presidente-executivo, Miguel Vázquez
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A Asoban (Associação de Bancos do Paraguai) informou que as instituições financeiras estavam trabalhando para atender ao grande volume de clientes que estão transferindo suas contas do banco Ueno e ressaltou que o sistema bancário continuava “operando normalmente”
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