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O Brasil intensificou as negociações para exportar carne bovina à Coreia do Sul, tema que esteve entre os assuntos discutidos durante o encontro entre a comitiva sul-coreana e representantes brasileiros
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A expectativa é de que o país asiático abra seu mercado para a carne bovina brasileira após duas décadas de tratativas. A analista do CNN Agro Fernanda Pressinot explica o tema
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Segundo Fernanda, um avanço decisivo ocorreu recentemente: o Brasil conquistou o status internacional de país livre de febre aftosa sem vacinação, condição indispensável para o comércio com a Coreia do Sul
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A abertura do mercado sul-coreano é considerada especialmente relevante porque o país consome cortes nobres e produtos de alto valor agregado. A conquista desse destino pode impulsionar significativamente as exportações brasileiras
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Para avançar nas negociações, ainda é necessário que a Coreia do Sul envie missões técnicas ao Brasil para visitar frigoríficos, avaliar a qualidade das instalações e verificar a rastreabilidade da carne
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Situação semelhante ocorre com o Japão, que também aguardava o status fitossanitário brasileiro e já enviou missões comerciais e de análise técnica ao país
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No mercado interno, o fim das cotas chinesas já produziu efeitos perceptíveis nos preços. Em junho, o valor da carne bovina recuou no Brasil: a alcatra, por exemplo, ficou mais de 1% mais barata do que estava em maio
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No entanto, Pressinott avalia que a tendência é temporária. "Com certeza, os frigoríficos vão ajustar a escala de abates e a gente vai ver uma normalidade de preços no segundo semestre", concluiu a analista
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