REUTERS/Ueslei Marcelino
REUTERS/Adriano Machado
Os agricultores brasileiros podem ser afetados pela escalada do conflito no Oriente Médio, de acordo com analistas e dados de mercado que mostram que a região é um destino fundamental para as exportações agrícolas do Brasil, além de fornecer fertilizantes como a ureia
Os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, que têm alvejado países vizinhos na região, podem provocar cancelamentos de contratos de grãos e escassez de fertilizantes no Brasil, que é altamente dependente de importações, devido às interrupções no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz
Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images
Cargas a granel, como milho, entram na região pelo Estreito de Ormuz, disse Arthur da Anunciação Neto, sócio-diretor da Alphamar Agência Marítima. Segundo ele, ameaças à navegação em águas cada vez mais perigosas aumentaram o custo do seguro marítimo
REUTERS/Stringer
O Irã foi o principal destino das exportações de milho do Brasil no ano passado, comprando cerca de 9 milhões de toneladas, ou aproximadamente 20% dos embarques. A maior parte do milho brasileiro é embarcada no segundo semestre do ano
Karina Firsova/Pexels
Ureia "A ausência de fornecedores do Oriente Médio causará um desequilíbrio na oferta de ureia", disse Renato Françoso, da StoneX, à Reuters. O Oriente Médio exporta cerca de 22 milhões de toneladas de ureia, aproximadamente 40% do comércio global, afirmou Françoso
Canva/Creative Commons
Um conflito prolongado pode afetar as entregas de fertilizantes antes do ciclo de plantio da safra 2026/27 do Brasil, que começa em setembro. Thamires Cateli (Hudie Consulting) disse que a guerra fez com que os vendedores retirassem suas listas de preços de ureia nesta semana
Pixabay
A China, grande produtor de fertilizantes, vem reduzindo as exportações nos últimos anos para abastecer seu mercado interno. A Rússia, que representou cerca de 16% do fornecimento global de ureia em 2024, também poderia suprir essa lacuna
Pixabay