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A borra de café, que costuma ir direto para o lixo depois de coar a bebida, começa a ganhar novo valor em uma cadeia que conecta campo e moda
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A ideia é da marca brasileira Insider, que começou como startup e agora é uma das líderes do vestuário tecnológico, usando fibras diferentes do algodão em um processamento industrial tecnológico
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Segundo a empresa, o chamado “biocouro” está em processo de patenteamento e será apresentado inicialmente em uma "peça-conceito", sem lançamento comercial por enquanto
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Com os restos do café coado do escritório da Insider, em São Paulo, os pesquisadores fizeram 30 protótipos até chegar a atual fase de patente da peça
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Os próximos passos são escalar a produção a partir de parcerias com a cadeia de café e colocar no varejo para o consumidor final
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"O grande diferencial deste material do couro sintético, por exemplo, é que ele tem uma redução significativa do uso de água em 50 vezes, em relação ao curtimento do couro animal", afirma Karen Prado, líder de pesquisa e desenvolvimento da empresa
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