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A carne bovina brasileira ficou fora da tarifa adicional anunciada pelos Estados Unidos. A decisão ocorre em um momento de forte dependência do mercado americano das importações, diante da escassez histórica de gado e dos desafios sanitários enfrentados pela pecuária local
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Dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostram que o rebanho bovino americano somava 86,2 milhões de cabeças em 1º de janeiro de 2026, o menor nível desde 1951. O número de vacas de corte caiu para 27,6 milhões de cabeças
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A redução do rebanho é resultado de um ciclo marcado por anos de seca em importantes regiões produtoras, aumento dos custos de produção e descarte elevado de matrizes. Mesmo com a melhora das condições climáticas, a recomposição do plantel leva anos, limitando a orfeta de carne
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Diante desse cenário, os Estados Unidos ampliaram as importações de carne bovina para atender à demanda da indústria e do consumo doméstico. O Brasil passou a ocupar um papel estratégico nesse abastecimento, consolidando-se entre os principais fornecedores de carne bovina aos EUA
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Para Fernando Henrique Iglesias, analista de mercado da Safras & Mercado, a decisão do governo americano segue uma lógica econômica. Segundo ele, os Estados Unidos enfrentam escassez de alguns produtos estratégicos e, por isso, optaram por excluí-los da nova tarifa
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Segundo Iglesias, a carne bovina atende a uma necessidade do mercado americano. "A escolha de não colocar tarifas sobre o produto brasileiro vai em linha com essa grande necessidade de compra que os Estados Unidos têm hoje"
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