Etanol E32 deve elevar demanda em 1 bilhão de litros

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A ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para E32 representa mais um avanço na estratégia brasileira de expansão dos biocombustíveis e fortalecimento da segurança energética

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A avaliação é da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia), que destaca a medida como resultado de políticas públicas conduzidas pelo governo federal, especialmente pelo Ministério de Minas e Energia, para ampliar a participação de fontes renováveis produzidas no país

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Segundo a entidade, o aumento da mistura deve elevar em cerca de 1 bilhão de litros por ano a demanda adicional por etanol anidro em relação ao atual E30. Considerando a evolução desde o E27, o incremento acumulado chega a aproximadamente 2,4 bilhões de litros em 12 meses

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O setor ressalta que o Brasil reúne condições técnicas para essa transição, apoiado em uma das maiores frotas flex do mundo e em décadas de experiência com elevados percentuais de etanol na gasolina

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Para o presidente da UNICA, Evandro Gussi, o país já domina a operação desse modelo. “A ampliação da mistura é um caminho que o Brasil já conhece e sabe operar. O etanol permite avançar com segurança energética a partir de uma solução disponível, produzida no país e em larga escala"

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A entidade também aponta que a decisão acompanha uma tendência internacional de valorização dos biocombustíveis. Na União Europeia, por exemplo, avançam discussões sobre o aumento do teor de etanol na gasolina para E20, acima do limite atual adotado pelo bloco

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Do lado da oferta, a UNICA afirma que a capacidade instalada é suficiente para atender à nova demanda, somando a produção de etanol de cana e de milho. A proposta de elevação da mistura para E32 deverá ser analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em reunião prevista para o início de maio

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