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O foie gras, uma das iguarias mais tradicionais da gastronomia francesa, voltou ao centro das discussões sobre bem-estar animal. O Projeto de Lei Lei 90/2020, que proíbe a produção e a comercialização da iguaria, foi sancionado pelo presidente Lula
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O produto é elaborado a partir do fígado de patos ou gansos que passam por um processo de alimentação intensiva conhecido como gavage, técnica que faz com que o órgão aumente significativamente de tamanho por meio do acúmulo de gordura
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Na prática, durante as últimas duas ou três semanas antes do abate, as aves recebem grandes quantidades de alimento diretamente no esôfago por meio de um tubo. O procedimento acelera o armazenamento de gordura no fígado, que pode atingir até dez vezes o tamanho considerado normal
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Após o abate, os fígados são selecionados e processados para consumo. O foie gras pode ser comercializado fresco, em conserva ou utilizado na produção de patês, terrinas e outras preparações gastronômicas de alto valor agregado
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Segundo os produtores, patos e gansos possuem características fisiológicas que lhes permitem armazenar grandes quantidades de gordura no fígado antes dos períodos de migração, o que serviria de base para a técnica utilizada na produção da iguaria
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A produção de foie gras é alvo de críticas há décadas. Entidades de defesa dos animais consideram o gavage incompatível com padrões modernos de bem-estar animal e defendem o fim da prática
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Em resposta às críticas, diversos países restringiram ou proibiram a produção da iguaria. Em alguns locais, a fabricação é vetada, embora a importação e a comercialização continuem permitidas. Em outros, tanto a produção quanto a venda enfrentam limitações
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