Inadimplência no agro deve manter alta de processos de reestruturação

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A alta da inadimplência no agronegócio brasileiro subiu para 8,8% no primeiro trimestre de 2026, o maior nível da série histórica, o que tende a manter o ritmo de crescimento dos pedidos de recuperação judicial no campo, segundo avaliação de especialistas

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Os dados são da Serasa Experian e indicam um aumento de 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo período de '2025

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Para José Afonso, advogado associado ao escritório VBSO e especialista em reestruturação, a situação financeira enfrentada pelos produtores em 2025 se estendeu para este ano, mantendo a pressão sobre o setor

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Segundo Afonso, o desempenho das regiões Sul e Norte evidencia como fatores estruturais influenciam a capacidade de enfrentar períodos de crise. O cenário é reflexo da combinação entre crédito mais caro, margens pressionadas e menor disponibilidade de recursos para financiamento

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No Norte, a situação inspira maior preocupação. "Os estados da região apresentam alto endividamento, o que pode ser agravado em um cenário de margens apertadas e crédito mais restrito", acrescenta

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Outro ponto destacado por José Afonso é a maior vulnerabilidade dos produtores que cultivam áreas arrendadas. Segundo ele, a ausência de patrimônio próprio dificulta o acesso a alternativas para reorganizar as finanças

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Para reduzir o avanço da inadimplência, o especialista defende que os produtores busquem assessoria especializada antes do vencimento das dívidas, ampliem a governança financeira e fortaleçam a transparência das informações do negócio

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