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O Nordeste brasileiro está se consolidando como o novo motor de crescimento da agricultura orgânica no país
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Trabalhando na contramão de uma queda inédita no número total de produtores registrados em 2026, estados da região registraram expansão significativa, alavancados por arranjos produtivos locais e pelo avanço dos sistemas coletivos de garantia
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Os dados do Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos, analisados pelo Observatório do Brasil Orgânico ligado ao IBO (Instituto Brasil Orgânico), apontam que o país conta atualmente com 23.728 unidades de produção, em comparação com as 25.178 registradas em 2025
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Enquanto o Norte registrou baixas, o Nordeste avançou na estruturação orgânica. A Paraíba liderou o crescimento com 246 novas unidades produtivas formalizadas. Na sequência, vieram Bahia, com alta de 209 produtores, Rio Grande do Norte, com 169 produtores e Pernambuco, com 137
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Na Paraíba e no Rio Grande do Norte, o cultivo do algodão orgânico atuou como o principal motor dessa expansão
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Já na Bahia, terceiro estado com o maior número total de produtores do Brasil, com 1.895, o crescimento foi impulsionado pela diversificação produtiva e pela força da Rede Povos da Mata, que é referência nacional em certificação participativa
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Para o presidente do IBO, o mapa atual dos orgânicos no país pede o fortalecimento das articulações regionais para monitorar gargalos e garantir um crescimento sustentável
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