Novo sistema de rastreabilidade passa a valer a partir de 1º de julho

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A partir de 1º de julho de 2026, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento passou a implementar um novo sistema de rastreabilidade e fiscalização sobre o "uso de antimicrobianos" na produção pecuária

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O sistema pretende rastrear o ciclo completo de vida dos animais, atendendo às exigências da União Europeia, que rejeitou os pedidos de transição e alternativas apresentadas pelo governo, principalmente para a produção de carne bovina

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No setor de carne bovina, a aplicação de um sistema de monitoramento dos animais nascidos a partir de agora resultaria em 2 anos de vendas suspensas — no mínimo. Por ser um ciclo produtivo longo, são 24 a 36 meses entre o nascimento e o abate

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O tempo depende do sistema produtivo adotado: se extensivo, semi-intensivo ou intensivo, com uso de ração e suplementos em algumas fases

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Além disso, é comum o gado brasileiro passar por diferentes propriedades ao longo do processo. Nascem em fazendas de cria, especializadas na produção de bezerros. São vendidos para a recria. E, no fim, para propriedades de engorda, como é o caso dos confinamentos

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O dilema no uso dos Ionóforos A lista de antimicrobianos que a UE proíbe é mais extensa. Além dos antibióticos, fazem parte também os ionóforos. Usados na alimentação do rebanho, eles ajudam a absorver melhor os nutrientes, garantindo a conversão alimentar e maior ganho de peso

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Os inóforos são amplamente utilizados nos sistemas de confinamentos, na fase de engorda e terminação do gado. O setor pecuário e o governo chegaram a propor um período de transição, com a suspensão do uso nos animais nessa fase final, o que foi negado pela UE

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Algumas entidades de criadores dizem não ter interesse em renunciar ao uso dos ionóforos. Defendem a criação e a habilitação de "fazendas exclusivas", que produzam de acordo com as regras da União Europeia

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No setor de aves, as medidas de rastreabilidade devem ser implantadas mais facilmente. Além do ciclo de produção ser curto, em torno de 40 dias entre o nascimento e abate, os sistemas de produção são integrados

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Grande parte da suinocultura brasileira também trabalha em sistemas integrados. Entretanto, o ciclo é um pouco mais longo, de cerca de 150 dias, o que resultaria em uma possível adequação no fim de 2026

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