Por que a transição energética ameaça o enxofre para fertilizantes

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A transição energética, considerada um dos principais caminhos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, trouxe um efeito colateral pouco conhecido: a escassez de enxofre, matéria-prima essencial para a produção de fertilizantes

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O alerta aparece em estudos que mostram uma relação direta entre a descarbonização da economia e a oferta global do elemento químico, fundamental para a agricultura

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A preocupação é que, à medida que o mundo reduz a produção e o consumo de combustíveis fósseis, também diminua a principal fonte de obtenção de enxofre utilizada atualmente

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Embora o tema ainda seja pouco explorado como um problema estrutural para a agricultura, ele se torna fundamental de ser observado com os conflitos geopolíticos envolvendo o Estreito de Ormuz

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Hoje, mais de 80% do enxofre comercializado no mundo é recuperado durante o processo de dessulfurização do petróleo e do gás natural, segundo estudo publicado em 2022 na revista científica The Geographical Journal, da Royal Geographical Society

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O enxofre é considerado um macronutriente secundário para as plantas, mas desempenha papel fundamental no desenvolvimento das lavouras. Ele participa da formação de proteínas, aminoácidos e enzimas, além de aumentar a eficiência do aproveitamento do nitrogênio pelos cultivos

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No Brasil, culturas como soja, milho, algodão, cana-de-açúcar e café estão entre as que mais demandam reposição de enxofre

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