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Apesar do agronegócio ser um dos pilares da economia brasileira, o país segue com elevada dependência de fertilizantes importados. Segundo dados da ANDA (Associação Nacional de Difusão de Adubos), entre 80% e 90% dos fertilizantes consumidos no Brasil vêm do exterior
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As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 49,11 milhões de toneladas em 2025, um volume recorde, segundo a ANDA. Deste total, 43,32 milhões de toneladas foram importadas, o equivalente a 88,2%
Bruno Fonseca, analista de insumos do Rabobank
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O fertilizante é considerado essencial para a agricultura comercial. Bruno Fonseca explica que, embora as plantas possam absorver nutrientes do solo e do ar, a produção agrícola em escala comercial exige suplementação extra para atingir os níveis de produtividade esperados
No Brasil, os fertilizantes mais utilizados pertencem ao complexo NPK — nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). O potássio responde por cerca de 38% do consumo nacional, seguido pelo fósforo e pelo nitrogênio, com 33% e 29%, respectivamente
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Para os fertilizantes nitrogenados, como a ureia, o fator determinante é o custo do gás natural, principal insumo do processo produtivo. O Brasil possui uma estrutura de gás mais cara e menos integrada do que grandes produtores globais, como a Rússia
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Pontos de atenção do mercado A dependência brasileira de fertilizantes importados torna o país particularmente sensível a fatores externos, com destaque para a geopolítica internacional e a variação cambial
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Produção nacional O Brasil lançou, em 2022, o PNF (Plano Nacional de Fertilizantes). O plano tem como objetivos a modernização, a reativação e a ampliação de plantas industriais e projetos de fertilizantes no país, além de incentivar novos investimentos no setor
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