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A recente ocorrência de severos tufões na China e o fechamento de grandes terminais marítimos, como os de Xangai e Ningbo, acenderam um alerta na cadeia automotiva brasileira
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A ameaça imediata de desabastecimento no mercado de reposição escancara a forte dependência do país na importação de pneus
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Segundo dados da ANIP (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), o avanço acelerado dos itens importados nos últimos anos deixou o abastecimento nacional vulnerável a oscilações climáticas e gargalos logísticos internacionais
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O risco de falta de pneus nas prateleiras brasileiras ocorre em meio a uma mudança estrutural no setor automotivo nacional. De acordo com a ANIP, em 2019, as fabricantes instaladas no país respondiam por cerca de 70% das vendas do mercado de reposição
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Atualmente, a participação da indústria local caiu para perto de 30%, enquanto os produtos importados passaram a dominar o mercado
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"O Brasil precisa decidir se quer ter uma indústria forte, que gera emprego, renda, investimentos e consome matérias-primas locais, ou se prefere exportar empregos para a Ásia", aponta o presidente da entidade, Rodrigo Navarro
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Com a redução nas encomendas de insumos, produtores rurais de borracha já iniciaram a substituição de seringais por outras culturas agrícolas. "Se perdermos a soberania na borracha e no pneu, qualquer turbulência externa terá um impacto muito grande para o país", alerta Navarro
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