Paulo Whitaker/Reuters
A transição da gasolina comercializada no Brasil para a mistura obrigatória de 32% de etanol anidro (E32), amparada pelo marco regulatório da Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024), marca um novo capítulo na matriz energética do país
Engin Akyurt/Pexels
Embora o governo projete uma economia de R$ 450 milhões com a redução na importação de gasolina, a maior parte dos motoristas quer saber o que muda, de fato, no uso diário
REUTERS/Max Rossi
Para esclarecer as implicações mecânicas, químicas e econômicas dessa transição, conversamos com Carlos Eduardo Silva, diretor da Excel Fuelling Technologies, que detalha o comportamento do novo combustível nos motores brasileiros
REUTERS/Sergio Moraes
O aumento de dois pontos percentuais na mistura altera sutilmente as propriedades físicas do combustível que chega aos tanques do país. Segundo Eduardo, a gasolina comercializada no Brasil passará a conter uma proporção ligeiramente maior de etanol anidro (de 30% para 32%)
Jesse Donoghoe/Unsplash
Por se tratar de um combustível oxigenado, com maior octanagem e menor poder calorífico por litro do que a gasolina pura, o etanol contribui para uma combustão mais eficiente e ajuda na redução das emissões de poluentes
Getty Images
De acordo com o especialista, a tendência é que o automóvel precise consumir um volume ligeiramente maior de combustível para percorrer a mesma distância, embora essa diferença deva ser insignificante para a maioria dos condutores
Gustavo Fring/Pexels
Silva acrescenta que os motores modernos possuem gerenciamento eletrônico capaz de ajustar automaticamente parâmetros como ignição e injeção de combustível para compensar pequenas alterações na composição
cottonbro studio/Pexels
O executivo pontua que a principal exceção pode ocorrer em veículos importados destinados originalmente a mercados onde praticamente não existe mistura de etanol, além de automóveis muito antigos que eventualmente não tenham componentes compatíveis
REUTERS/Ken Cedeno